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Veja o que se sabe sobre o caso do PM que está desaparecido há sete dias no litoral de SP


Luca Romano Angerami, de 21 anos, está na corporação desde dezembro de 2022. O g1 listou o que se sabe sobre o desaparecimento e a família do agente. Antes de desaparecer, PM Luca Romano Angerami foi filmado junto com um homem, ainda não identificado, na comunidade em Guarujá, SP
Reprodução
O PM Luca Romano Angerami, de 21 anos, segue desaparecido após sete dias, completados neste sábado (20). Uma força-tarefa composta pelas Polícias Civil e Militar continua as investigações e buscas para localizá-lo. Ele foi visto pela última vez em uma biqueira em Guarujá, no litoral de São Paulo. Até o momento seis suspeitos foram presos. Confira, abaixo, o que se sabe sobre o caso.
Segundo apurado pelo g1, Luca integra a equipe da Polícia Militar desde 2022. Na madrugada do desaparecimento, ele foi visto com um casal de amigos em uma adega na comunidade Santo Antônio e, horas depois, em um ponto de tráfico de drogas da cidade.
Entre os presos, um deles foi detido no do desaparecimento, no domingo (14), um suspeito filmado caminhando com o soldado da PM na biqueira e outro que teria dirigido o veículo com Luca até o local.
Entenda o que se sabe sobre o caso a partir dos seguintes pontos:
1. Desaparecimento
2. Prisões de suspeitos
3. Buscas na Baixada Santista
4. Quadrigêmeo com pai investigador
5. Intensificação de ações policiais
1. Desaparecimento
Câmeras de adega mostram última imagens de PM antes de desaparecer no litoral de SP
Luca está desaparecido desde a madrugada de domingo, quando foi visto em uma adega e próximo a um ponto de tráfico de drogas em Guarujá. O carro dele foi encontrado na manhã do mesmo dia, abandonado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni.
Em vídeo obtido pelo g1, é possível ver o agente dentro da adega enquanto sorri e conversa com duas pessoas, um homem e uma mulher (assista acima).
Um dos trechos mostra o jovem no caixa ao lado do mesmo homem. Ele faz um pagamento com o cartão e o rapaz que o acompanha pega o que parecem ser copos plásticos. Em seguida, os dois se viram e se afastam da fila.
O g1 apurou junto a uma fonte na Polícia Civil que, após sair de lá, Luca dirigiu sozinho um carro até o local próximo a uma ‘biqueira’ [onde ocorre o tráfico de drogas] na comunidade.
Ele ficou dentro do veículo por aproximadamente 40 minutos, até que dois homens – ainda não identificados – se aproximaram do veículo e o renderam. A motivação para que ele fosse ao local ainda é investigada.
Conforme apurado pela equipe de reportagem, as informações foram obtidas pela Polícia Civil a partir de novas imagens do caso, que ainda não foram divulgadas. Nas câmeras de monitoramento, Luca ainda apareceria em pé, fora do carro, acompanhado dos dois suspeitos. Ele ‘desaparece’ na última imagem, após ser flagrado fora do veículo na companhia dos dois suspeitos.
2. Suspeitos presos
Edivaldo Aragão (à esq) e Carlos Vinícius foram presos pelo envolvimento no sequestro do PM Luca em Guarujá (SP)
Divulgação
Na noite de domingo (14), mesmo dia do desaparecimento, um homem identificado como Edivaldo Aragão, de 36 anos, foi preso por ser suspeito de participar do suposto assassinato de Luca. Ele foi abordado por policiais militares na Rua das Magnólias, próximo à adega.
2º preso confessa envolvimento no sequestro
Na noite de quinta-feira (18), Carlos Vinicius Santos da Silva, de 26 anos, foi preso na Avenida das Acácias. Uma equipe da Polícia Militar leu mensagens em um celular que comprovaram a participação dele no crime. É ele quem aparece ao lado do soldado da PM na biqueira da comunidade Santo Antônio, a última imagem que se tem de Luca.
Polícia prende seis suspeitos de envolvimento no sequestro do soldado Luca da PM
Mais quatro presos e carro apreendido
Depois que Carlos Vinicius foi detido, a polícia identificou mais suspeitos envolvidos, com base no depoimento e mensagens.

Na sexta-feira (19), quatro foram presos. Cada um teria uma responsabilidade: um teria ficado com a arma de Luca; outro seria o dono da biqueira; um suspeito de abandonar o carro, e outro dirigido com o PM até a comunidade.
3. Buscas na Baixada Santista
Polícia faz buscas por PM desaparecido em comunidades de Guarujá
Uma força-tarefa foi criada para tentar encontrar Luca. Entre a noite da última segunda e a madrugada de terça-feira (16) equipes se dividiram em buscas pela Comunidade do Caranguejo, que fica perto da rodovia onde o carro do agente foi encontrado.
As buscas por Luca contam com agentes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Coordenação de Operações Especiais (Coe) e cachorros da Polícia Militar, além do Batalhão de Choque da corporação.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que ele esteja vivo e sendo mantido em cativeiro na comunidade. Os motivos, por ora, seguem desconhecidos. Já foram realizadas buscas nas cidades de Santos e Guarujá.
Questionada nesta quinta-feira sobre o andamento da investigação, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que não havia novidades.
4. Quadrigêmeo com pai investigador
Soldado PM Luca (à direita) tem irmão também policial militar e pai investigador de polícia
Reprodução
Luca foi admitido na PM em 16 de dezembro de 2022 e, e, três dias depois, começou a trabalhar no 29º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), onde ficou até 27 de fevereiro de 2023. Em 1º de março de 2023, o soldado da PM foi transferido para o 3º BPM/M, onde trabalhava até desaparecer.
Conforme apurado pelo g1, o PM Angerami pertence a uma família de policiais e é quadrigêmeo. Com ele nasceram duas irmãs e um irmão, que se chama Luigi Romano Angerami, também policial militar. O pai, Renzo Borges Angerami, é investigador da Polícia Civil de São Paulo.
A família ainda tem mais um policial. Luca é neto de Alberto Angerami, que está aposentado, mas já foi delegado-geral adjunto de São Paulo, corregedor geral da Polícia de São Paulo e presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
5. Intensificação de ações policiais
Tendo em vista o desaparecimento, a SSP-SP anunciou um reforço de 250 policiais na Baixada Santista para localizar o soldado.
Na tarde de terça-feira, alguns agentes comentaram que seria deflagrada uma nova Operação Escudo, mas, até o momento, não há confirmação da ação especial, que é montada após atentados a policiais, na ativa ou não. A medida não foi descartada, porém a SSP-SP e PM confirmam apenas o reforço no número de policiais.
🔹Última Operação Escudo em 2023: Foi deflagrada na região após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis, em julho do ano passado. Na ocasião, o agente foi baleado durante patrulhamento em Guarujá (SP). Nos 40 dias de ação, segundo divulgado pela SSP-SP, 28 suspeitos morreram em supostos confrontos com policiais e 958 pessoas foram presas.
🔹Operação Verão em 2024: foi estabelecida na Baixada Santista em dezembro de 2023. No entanto, com a morte do PM Samuel Wesley Cosmo, em 2 de fevereiro, o estado deflagrou a 2ª fase da ação com o reforço policial na região. A ação durou quatro meses e foi encerrada com 56 mortes de suspeitos em confrontos com a polícia. Segundo a SSP-SP, no total, 1.025 foram presos, sendo 438 deles procurados pela Justiça, além de 47 menores apreendidos.
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