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Defesa de ex-apresentador preso por tráfico de drogas vai a Brasília pedir que jornalista seja solto


Advogado recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um pedido de habeas corpus após o Tribunal de Justiça (TJ-SP) ter negado que Marcelo Carrião responda em liberdade. Ele foi detido com mais oito suspeitos Ex-apresentador de telejornal, Marcelo Carrião foi preso em flagrante por tráfico de drogas
Reprodução e Divulgação/Polícia Civil
A defesa do ex-apresentador de telejornal Marcelo Carrião, que foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Santos, no litoral de São Paulo, foi até Brasília para pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o jornalista responda ao processo em liberdade. O advogado explicou ao g1, neste sábado (20), que recorreu a um órgão superior após ter o pedido negado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
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A Polícia Civil prendeu Carrião no final de fevereiro com mais oito suspeitos de traficar drogas. Na operação, a corporação localizou três estufas de plantação de maconha em uma casa no bairro Vila Matias. O jornalista é citado nas investigações como “fornecedor” dos entorpecentes (leia mais abaixo).
Com a negativa do habeas corpus pelo TJ-SP em ao menos três ocasiões, o advogado Marcelo Cruz afirmou à equipe de reportagem que entrou com recurso no STJ, na quinta-feira (18), para que o cliente responda em liberdade. Na sexta-feira (19), ele foi pessoalmente explicar o pedido.
“O envio [do pedido] é feito on-line, outrora, explicar os motivos é sempre melhor pessoalmente. Gosto do olho no olho”, afirmou o responsável pela defesa.
Marcelo defende a soltura de Carrião justificando que a prisão preventiva foi cumprida sem que antes fosse feita uma análise concreta do caso. Em nota, o STJ informou ao g1 que o pedido já está com o relator do caso, o ministro Ribeiro Dantas.
Defesa
À época da prisão, o advogado afirmou ao g1 que o ex-apresentador alegou à Polícia Civil que a droga encontrada era para consumo próprio. Com Carrião, foram apreendidos aproximadamente 1 kg de maconha, uma balança de precisão, um celular e utensílios para embalar os entorpecentes.
“Para não ter a sua imagem veiculada a essas bocas de entorpecentes, onde compram-se as drogas, geralmente, quando ele pode, ele já pega em uma quantidade um pouco maior”, afirmou o advogado.
Marcelo Carrião, repórter e apresentador, foi preso em flagrante com drogas em Santos (SP)
Reprodução
Marcelo acrescentou que o cliente é réu primário, tem bons antecedentes, exercia o jornalismo há 30 anos e morava há mais de vinte no mesmo local. Além disso, tem uma família constituída e três filhos, sendo dois menores de idade. Para o advogado, estes fatores são essenciais para o pedido de soltura.
Pedidos negados
Para a desembargadora Fátima Vilas Boas Cruz, da 4ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, não há dúvida quanto ao envolvimento de Carrião na prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ela avaliou se tratar de um “crime de extrema gravidade”.
De acordo com a magistrada, ser primário e ter residência fixa não passam da obrigação de qualquer cidadão. Para ela, a soltura também fomentaria o incentivo à impunidade e aumentaria a chance de reincidência do crime de tráfico.
‘Disk drogas’ e operação
Justiça decreta prisão preventiva de nove investigados por tráfico de drogas
De acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Carrião foi detido com mais oito suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na região, em uma operação chamada ‘Domo de Ferro’.
A Polícia Civil estabeleceu a operação com o objetivo de prender o grupo, identificado em uma investigação que começou após a prisão de duas mulheres em Santos, no início de fevereiro. A dupla, ainda de acordo com a corporação, era responsável por um ‘disk drogas’ na cidade.
“Marcelo, cujo apelido é ‘Vovozinho’, seria o principal articulador e fornecedor de drogas para esse pessoal”, afirmou o delegado Barbeiro. “Estamos apurando, agora, as fontes de quem o Marcelo comprava esses entorpecentes”.
Os nove presos, incluindo Carrião, segundo o delegado Leonardo Rivau, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), eram os fornecedores de entorpecentes para o ‘disk drogas’, comandado pelas mulheres. Os suspeitos foram identificados a partir da apreensão de um celular encontrado com elas.
Nesse aparelho, ainda de acordo com o delegado Rivau, foram encontradas diversas conversas de Carrião com uma das mulheres. “Ele ofereceu a droga, ela fez o pedido e combinou a entrega para que pudesse comprar e revender no Gonzaga”, explicou.
Prisão
Já na prisão, o jornalista precisou ser levado a um pronto-socorro após ter sido picado na perna por uma aranha-marrom dentro da cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Segundo o advogado, o cliente teve sinais de necrose e correu risco de amputação.
Marcelo Carrião foi picado por uma aranha-marrom no CDP de São Vicente (SP)
Reprodução e Reprodução/Instituto Butantan
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), no entanto, informou à equipe de reportagem que foi descartada a possibilidade de picada por aranha, com diagnóstico de ferimento não especificado, afastando a necessidade de procedimento cirúrgico por não haver sinais de necrose e nem edema. Logo em seguida, o detento recebeu alta médica para retorno à unidade prisional.
Marcelo Carrião
Carrião se formou em jornalismo na Universidade Católica de Santos, em 1995.
Ele trabalhou como produtor e repórter na TV Mar, afiliada à TV Manchete, entre 1993 e 2005, e repórter da Rede Record, entre 2005 e 2011. Conforme divulgado por ele na internet, o último trabalho foi no SBT, como repórter e apresentador de telejornal, entre 2012 e 2024.
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