
Bruno Silva Teixeira, de 23 anos, estava desaparecido desde o dia 25 de janeiro e foi encontrado às margens do Rio Paranaíba, em Coromandel. Nesta quarta-feira (2), o corpo do jovem foi encontrado por um pescador e reconhecido por familiares que estiveram no local. Bruno Silva Teixeira estava desaparecido desde o dia 25 de janeiro
Reprodução/Redes Sociais
O corpo de Bruno Silva Teixeira, de 23 anos, e que estava desaparecido desde o dia 25 de janeiro deste ano, foi encontrado nesta quarta-feira (2) às margens do Rio Paranaíba, na região de Coromandel, no Alto Paranaíba.
De acordo com o Delegado de Crimes Contra a Vida, Luís Mauro Sampaio, o corpo de Bruno foi encontrado por um pescador que estava no rio e acionou a Polícia Civil.
No local, a identificação foi feita com base em vestimentas e outros elementos reconhecidos por familiares da vítima, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição.
“Devido a decomposição do corpo, os familiares precisaram identificar o produto por peças de roupa que eles sabiam que ele estava usando no momento do crime, como cintos, sapatos etc. O corpo foi encontrado às margens do rio porque provavelmente ele foi levado pela enchente que aconteceu nos últimos dias até parar naquele local”, explicou o Delegado Luís Mauro.
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Os restos mortais serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) em Belo Horizonte para exames de DNA, que devem confirmar oficialmente a identidade.
A Polícia Civil já tratava o caso como homicídio e vinha conduzindo investigações avançadas, que levaram à deflagração da operação Monstros, no dia 27 de março. Durante a ação, vários suspeitos foram presos por envolvimento no crime.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar todos os responsáveis.
Cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Patos de Minas
Em coletiva de imprensa realizada no dia 27 de março, em Patos de Minas, a Polícia Civil informou que Bruno Silva Teixeira, de 23 anos, que estava desaparecido desde o dia 25 de janeiro deste ano, foi assassinado e teve o seu corpo escondido por, pelo menos, quatro pessoas.
De acordo com o Delegado Luís Mauro Sampaio, a Polícia Civil cumpriu, no dia 27, quatro mandados de prisão temporária e outros dois mandados de busca e apreensão na operação ‘Monstros’.
Em uma residência, um homem de 25 anos e uma mulher de 32 anos foram presos. Outros dois suspeitos, dois homens de 22 e 24 anos, já estavam presos no Presídio Sebastião Satiro, por tráfico de drogas.
O crime
De acordo com o delegado, no dia em que desapareceu, Bruno foi atraído para uma casa no Bairro Bela Vista para consumir drogas com outras pessoas. No local, o jovem encontrou com os quatro suspeitos.
“O crime foi cometido por múltiplas causas. A vítima tinha um desentendimento com um dos autores por causa de droga, com outro, Bruno tinha uma relação de vingança, isso porque a vítima havia matado um familiar do suspeito em data anterior. Até onde se sabe, os outros dois envolvidos instigaram o crime”, explicou Luís Mauro Sampaio.
Ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil, na residência, Bruno foi espancado e ficou à beira da morte. Em seguida, o jovem foi colocado no próprio carro e o corpo levado para um local ainda não identificado pela polícia.
“Até o momento não sabemos quando Bruno foi morto, se foi no trajeto ou se os suspeitos terminaram de matá-lo no local onde desovaram o corpo. Eles se recusam a dizer onde o corpo do jovem está, mas estamos continuando com as investigações para encontrá-lo e permitir que a família se despeça com dignidade”, ressaltou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil suspeita que outras pessoas tenham participado do crime.
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‘Operação Monstros’
Luís Mauro explica que a operação recebeu esse nome devido a crueldade e falta de empatia dos criminosos.
“Nem nas guerras mais infames aconteceu algo do tipo. Eles não permitem nem que a família tenha um último momento para se despedir do corpo da vítima”, ressaltou.
O delegado pede ainda que caso testemunhas saibam qualquer informação que possa contribuir com as investigações ligue para o 181 e realize uma denúncia anônima.
“Agradeço ao Chefe de Departamento da Polícia Civil de Patos, Jian Pierre e ao Delegado Regional Flávio Luciano, sem eles a investigação não seria possível. Agradeço também à parceria da Polícia Militar que também fez parte da operação.”
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