
As recentes tarifas impostas por Donald Trump e o bloqueio à exportação de chips avançados para a China estão provocando um novo ciclo de tensão na relação entre as duas maiores potências globais. De acordo com o economista Igor Lucena, a postura dos Estados Unidos é interpretada por Pequim como uma tentativa direta de frear seu avanço econômico e tecnológico.
“Os EUA estão bloqueando a exportação de chips de alta condução, essenciais para o desenvolvimento tecnológico chinês. Isso impacta diretamente o crescimento do país”, explicou Lucena.
Parcerias militares estratégicas e o cerco à China
Além das medidas econômicas, os Estados Unidos também vêm intensificando alianças militares e comerciais com países estratégicos da região, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
“Essas parcerias têm o objetivo claro de conter o avanço da China. É uma estratégia regional de pressão coordenada, que soma forças econômicas e militares”, avalia o especialista.
A China também provoca, afirma Lucena
Lucena também destaca que a China também tem adotado posturas provocadoras no tabuleiro geopolítico. Ele cita como exemplo a construção de ilhas artificiais no Mar do Sul da China, em áreas disputadas com outros países asiáticos.
“A China historicamente expande sua influência territorial na região, desconsiderando acordos internacionais e colocando em risco a segurança de países vizinhos. Não se trata de escolher culpados — ambos os lados provocam”, pontuou.
Disputa territorial sem definição clara
Para o economista, um dos fatores que agravam a instabilidade regional é a falta de uma delimitação objetiva das fronteiras marítimas chinesas. Segundo ele, essa ausência de clareza permite que a China avance em áreas que deveriam ser compartilhadas ou disputadas por vias diplomáticas.
“A China nunca aceitou de quais são os limites territoriais dela que ela claramente busca avançar, expandir e tornar menos favorável pra outras nações que têm direitos no mar da China”, afirma.
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O post China responderá as provocações perigosas: “não se trata de escolher culpados” avalia economista apareceu primeiro em BM&C NEWS.