
Ariel Leite Tosta dos Santos morreu na quinta-feira (27) após ser baleado no Bairro da Paz. PM diz que apreendeu arma e drogas com ele, mas parentes negam. Família diz que vítima foi executada por policiais no Bairro da Paz
Um jovem de 26 anos morreu após ser baleado pela Polícia Militar na quinta-feira (27), no Bairro da Paz, em Salvador. A corporação disse que houve uma troca de tiros, mas a família aponta que Ariel Leite Tosta dos Santos foi executado.
Procurada pelo g1, a Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o caso.
Entenda as diferentes versões sobre o caso
O que diz a polícia
Em nota, a PM disse que Ariel foi baleado em confronto com os militares. Agentes da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT) Rondesp Atlântico estariam patrulhando a região, quando se depararam com um grupo de homens armados. Esses criminosos teriam atirado contra os PMs ao mesmo tempo em que corriam em várias direções, inclusive entrando em imóveis.
Ariel teria sido encontrado ferido dentro de “uma das edificações” após o tiroteio. Ele foi levado para o Hospital Menandro de Farias, onde não resistiu aos ferimentos.
Família de jovem morto pela polícia contesta versão de confronto armado
Reprodução/TV Bahia
De acordo com a assessoria de comunicação da corporação, os militares ainda apreenderam com o jovem:
uma pistola calibre 380 com numeração raspada
munições;
41 porções de maconha;
25 pinos com crack e 97 pinos com cocaína;
uma balança de precisão.
As drogas foram encaminhadas para a Polícia Civil para registro da ocorrência.
O que diz a família
Moradores do Bairro da Paz dizem que homem foi executado
Já a família disse que Ariel estava na casa da avó, sem armas e sem drogas. Os parentes relataram à TV Bahia que ele usava tornozeleira eletrônica e respondia em liberdade por um envolvimento anterior com o tráfico de drogas, mas reforçaram que ele já não tinha ligações com o crime.
De acordo com os parentes, os militares teriam arrombado a casa da avó de Ariel e pegado ele embaixo da cama. O rapaz teria até se agarrado à avó, implorando para que não fosse morto.
“Eles chegaram na casa da avó do meu irmão… Não respeitaram a avó dele de 80 anos de idade, mataram na frente da população”, destacou a irmã do jovem, que preferiu não se identificar.
Outros familiares também teriam tentado impedir a agressão na porta da residência. Uma das primas do rapaz, que também não foi identificada pela reportagem, disse que chegou a ser baleada na mão.
Ariel deixou companheira e dois filhos pequenos, um menino de 6 anos e uma menina, de 1 ano. Não há informações sobre velório e sepultamento.
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