Ibovespa derrete, dólar dispara e bolsas globais em pânico

Em clima natalino, Ibovespa fecha no vermelho

Nesta sexta-feira, 4 de abril de 2025, o mercado financeiro global viveu um verdadeiro dia de caos. O grande estopim do caos foi a escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China. A resposta de Pequim às tarifas impostas por Donald Trump veio pesada: 34% sobre todos os produtos americanos.

Para Caio Augusto, economista do terraço econômico, o impacto é claro: “Quando você tem as duas maiores potências econômicas literalmente em uma guerra comercial como a gente está observando, é natural que a primeira reação seja um verdadeiro sell-off, porque ninguém sabe com clareza até quando essas taxas vão.”

Ibovespa desaba

O Ibovespa acompanhou o pessimismo global e afundou 2,96%, fechando em 127.256 pontos, seu pior nível desde meados de março. No início do pregão, o índice já registrava queda de mais de 2%, e o cenário só se deteriorou ao longo do dia.

Apesar do clima de forte aversão ao risco, uma exceção chamou atenção: as ações do Carrefour dispararam mais de 11%, após o anúncio de aumento no preço de resgate das ações no processo de fechamento de capital.

Dólar dispara e commodities derretem

O dólar comercial subiu impressionantes 3,72%, fechando a R$ 5,8382. O movimento reflete a corrida dos investidores para ativos considerados mais seguros em meio à instabilidade. Segundo Caio Augusto, “o dinheiro vai para outro lugar. Simples assim.”

As commodities também sofreram fortes perdas. O petróleo tipo Brent caiu mais de 6%, enquanto o WTI recuou 6,3%. Isso pressionou as ações da Petrobras, que recuaram mais de 4%. A Vale também acompanhou o tombo, impactada pelo clima negativo das commodities metálicas.

Bolsas globais em queda livre

Os efeitos da guerra comercial se espalharam por todas as principais bolsas globais:

  • Japão: Nikkei caiu 2,8%, atingindo o menor nível desde agosto do ano passado.
  • Europa: O Stoxx 600 despencou mais de 4,5%, com destaque para o FTSE-MIB de Milão, que recuou mais de 7%.
  • Wall Street: Os índices futuros apontaram forte queda, com investidores temendo uma recessão global iminente.

Caio analisou que o impacto não será apenas de curto prazo: “Entre o curto e o médio prazo, os países já estão se movimentando para fechar novos acordos comerciais. Só que isso demora alguns trimestres para acontecer.” E foi além: “No longo prazo, o que os Estados Unidos estão promovendo é um desmonte do próprio império feito por eles.”

Alívio pontual na inflação

Nem tudo foi negativo. O IGP-DI de março apresentou queda de 0,5%, trazendo um leve respiro em meio ao caos. No entanto, como ponderou Caio, “nada que mudasse o humor no dia.”

O que esperar daqui para frente?

Para Caio Augusto, o cenário atual exige cautela redobrada: “Uma coisa que vocês nunca podem se esquecer: todas as vezes que você dificulta que negócios sejam feitos, esses negócios vão começar a ir para outros lugares.”

O economista reforçou que, apesar do tamanho da economia americana, o mundo não depende exclusivamente dos Estados Unidos: “O mundo tem 8 bilhões de pessoas e tem outras regiões que podem consumir.”

O mercado segue em alerta máximo, e a expectativa agora gira em torno das negociações comerciais e das próximas movimentações das potências globais.

Dica final: Acompanhe o fechamento dos mercados hoje, às 16h30, na BMC News, para entender os desdobramentos desse dia histórico no cenário financeiro.


Palavras-chave para SEO:
mercado financeiro hoje, Ibovespa hoje, dólar hoje, bolsa de valores, guerra comercial China EUA, queda do petróleo, fechamento do mercado, Caio Augusto Terraço Econômico

O post Ibovespa derrete, dólar dispara e bolsas globais em pânico apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.