Desvio de R$ 6 milhões e disputa na Justiça: entenda ‘briga de irmãos’ entre Emicida e Fióti

A parceria de longa data entre Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, e Evandro Roque de Oliveira, o Fióti, chegou ao fim após o anúncio do rapper feito na última sexta-feira (28). O motivo é que ele acusa o próprio irmão de desviar mais de R$ 6 milhões da Lab Fantasma, empresa que gerencia a carreiras de diversos rappers, incluindo o próprio Emicida.

Após 16 anos de carreira em conjunto, os irmãos Emicida e Fióti rompem em meio a acusações de desvios milionários e disputas judiciais - Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND

Após 16 anos de carreira em conjunto, os irmãos Emicida e Fióti rompem em meio a acusações de desvios milionários e disputas judiciais – Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND

Os desvios teriam ocorrido ao longo de 16 anos, segundo a acusação de Emicida. O rapper se defende de um processo no qual Fióti tenta impedir que seu irmão tenha controle exclusivo da empresa. A briga ocorre pelo menos desde novembro do ano passado, quando Emicida entrou com ação para retirar Fióti da sociedade.

Irmão de Emicida desviou dinheiro da empresa? Veja a acusação do rapper

Segundo a defesa do cantor, há indícios de que, entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, Fióti transferiu valores da conta corporativa da Lab Fantasma para sua conta pessoal.

A Lab Fantasma gerencia a carreira de diversos rappers, como Emicida, Drik Barbosa e Rael, além de ser também uma marca de roupas. A empresa surgiu em 2009 em São Paulo, sendo fundada pelos irmãos.

Os advogados do rapper dizem que 80% dos ativos da empresa vêm da carreira dele, mas ele opta por manter uma “expressiva parte” de seus ganhos nas contas da Lab Fantasma. Conforme declarou o cantor à Justiça, a motivação de Fióti teria partido de sua insatisfação com a remuneração mensal de R$ 40 mil, que ele considera insuficiente.

Agora, o rapper quer desvincular seu nome e sua carreira da gestão compartilhada com Fióti.

 

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Fióti nega as acusações e diz que vai iniciar ‘uma nova etapa em sua carreira’

Em uma nota compartilhada no Instagram, o irmão de Emicida afirmou que jamais desviou nenhum recurso da Lab Fantasma e que “todas as movimentações feitas durante a sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores”.

Segundo a nota, o acordo de gestão compartilhada, incluindo a divisão igualitária de ativos e passivos, não foi cumprida por Emicida, que teria sempre recebido valores superiores aos de Fióti.

Em outra nota, Fióti anunciou que, após 16 anos frente à Lab Fantasma, irá iniciar “uma nova etapa em sua carreira”. “Ciclos se encerram e é hora de novos voos, peço encarecidamente que respeitem meu momento, nossa história e a ancestralidade de nossa família e povo”, declarou.

 

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