Prefeitura usa equipes volantes como medida para frear sobrecarga na Saúde de Campo Grande


Conforme a secretária de saúde de Campo Grande, Rosana Leite, também foi dado início ao centro de operações de emergência, que implementa a prerrogativa para que as unidades deem o atendimento como se fosse um hospital. Reunião sobre a saúde em Campo Grande aconteceu nesta quarta-feira (2)
Eduardo de Almeida/TV Morena
A Prefeitura de Campo Grande está adotando equipes volantes como uma das medidas para conter a sobrecarga nas unidades de saúde da capital. Nesta quarta-feira (2), um comitê foi criado para atuar no aumento da demanda decorrente de doenças respiratórias.
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Além das 36 equipes volantes de reforço no atendimento, a prefeitura busca recursos federais para ampliar os repasses aos hospitais e clínicas que prestam serviços de média e alta complexidade ao município.
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De acordo com a secretária de Saúde, Rosana Leite, mais médicos foram contratados para suprir a demanda, e um protocolo de segurança foi estabelecido para orientar profissionais de saúde durante picos de atendimento.
“Estamos passando por um período de doenças respiratórias, e hoje apresentamos as estratégias implementadas em todas as unidades de saúde da capital […] O objetivo do comitê é promover melhorias no atendimento à população. Essas equipes estão atuando especificamente em resposta ao aumento dos casos respiratórios e aos agravamentos que têm afetado esses pacientes”, explicou a prefeita Adriane Lopes (PP).
Ainda conforme a prefeitura, na terça-feira (1º), 30 equipes volantes foram mobilizadas para reforçar as unidades de saúde, além das equipes fixas. “Essas equipes são deslocadas para reduzir o tempo de espera e facilitar o acesso da população. A equipe técnica da Secretaria de Saúde está monitorando a evolução da doença, e iniciamos agora a campanha de vacinação”, completou.
Dados epidemiológicos
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), em 2025, foram notificados 562 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 42 diagnósticos de influenza. Também foram registradas 38 mortes por SRAG. No mesmo período de 2024, houve 715 notificações e 65 óbitos.
Apesar da redução, preocupa a gravidade e a velocidade de propagação do vírus, conforme alertou Rosana Leite:
“Embora os números sejam menores que os do ano passado, a virulência pode ser mais severa. Em 2024, tivemos casos graves de influenza A; no ano anterior, de influenza B. Esperamos que, neste ano, a virulência não seja tão alta”.
A secretária ressaltou também que as ações incluem o reforço de medicamentos e leitos.
“Ativamos o Centro de Operações de Emergência, que permite às unidades prestarem atendimento hospitalar. Temos estoque de medicamentos, principalmente antibióticos. No Pronto-Atendimento Infantil, contamos com médicos, enfermeiros especializados em pediatria e fisioterapeutas contratados no mês passado. Com uma equipe qualificada, evitamos internações, mas, se necessário, a unidade está preparada para oferecer cuidados adequados”, finalizou.
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