
De maneira geral, os nomes são reutilizados a cada seis anos. Mas, se a tempestade for extremamente destrutiva, o nome é retirado da lista. Estragos do furacão Beryl na ilha de Petite Martinique, no Caribe, em 2024.
Arthur Daniel/Reuters
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) atualizou nesta quarta-feira (2) a lista de possíveis nomes para um furacão. De acordo com a organização, foram aposentados os nomes Beryl, Helene, Milton e John.
De maneira geral, os nomes são reutilizados a cada seis anos. Mas, se a tempestade for extremamente destrutiva, o nome é retirado da lista.
O furacão Beryl foi o mais precoce da história na bacia do Atlântico a atingir a categoria 5, causando impactos significativos no Caribe.
Já os furacões Helene e Milton provocaram danos catastróficos ns Estados Unidos, enquanto o John levou a enchentes sem precedentes no México.
Os nomes Brianna, Holly e Miguel foram escolhidos como substitutos para eventos no Atlântico, e Jake no Pacífico Oriental.
Por que os furacões e tempestades têm nomes?
🚨 Usar nomes humanos – em vez de números ou termos técnicos – nas tempestades e furacões é uma forma de ajudar na hora de divulgar os alertas. Isso faz com que as pessoas se lembrem e consigam absorver melhor a informação.
A divulgação de uma lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e seu padrão tem sido usado em outras regiões do mundo.
As listas dos furacões de cada ano são organizadas em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. E os nomes de tempestades são diferentes para cada região.
Veja abaixo a lista de nomes para a temporada de 2025:
Andrea
Barry
Chantal
Dexter
Erin
Fernand
Gabrielle
Humberto
Imelda
Jerry
Karen
Lorenzo
Melissa
Nestor
Olga
Pablo
Rebekah
Sebastien
Tanya
Van
Wendy
Como são escolhidos?
Os nomes são escolhidos em um comitê internacional, antes da temporada, desde 1953. À época, apenas nomes femininos eram usados, mas isso mudou em 1970, quando nomes masculinos passaram a ser incluídos.
👉 Em 2014, porém, um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, afirmou que furacões com nomes de mulheres matam mais pessoas que aqueles com nomes masculinos, porque costumam ser levados menos a sério e, consequentemente, há menos preparação para enfrentá-los.
Os cientistas analisaram dados de furacões que atingiram o país entre 1950 e 2012, com exceção do Katrina em 2005 – porque o grande número de mortos poderia distorcer os resultados.
O estudo, que foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), afirmou que cada furacão com nome masculino causa, em média, 15 mortes. Já os que têm nomes femininos provocam cerca de 42.
Homens puxam barco atingido por passagem de furacão Beryl em Bridgetown, em Barbados, em 1º de julho de 2024.
Ricardo Mazalán/ AP