Família suspeita que a doença tenha sido contraída durante uma forte chuva que causou alagamentos na área onde a vítima morava, na Zona Norte de Manaus. Homem morre por leptospirose em Manaus
Um homem, identificado como Amaral Eufrásio de Oliveira Neto, morreu por leptospirose em Manaus, na última segunda-feira (31). A informação foi confirmada pela família da vítima, que, em entrevista à Rede Amazônica, revelou suspeitar que ele tenha contraído a doença após uma forte chuva que provocou alagamentos na área onde ele morava, na Zona Norte da capital.
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Francisco das Chagas Oliveira, de 65 anos, pai de Amaral, relatou que estava em viagem quando o filho adoeceu. Ele lembra que, inicialmente, Amaral acreditava estar com uma virose e por isso procurou atendimento em um hospital particular.
“Dessa virose, ele foi para a Hapvida, que é particular. Chegando lá, contou todas as dores para o médico, mas o médico apenas receitou dipirona e não fez nenhum exame, como uma tomografia, por exemplo”, disse, demonstrando insatisfação com o que considera negligência médica.
O idoso relatou ainda que, após o atendimento inicial, Amaral voltou para casa e o estado de saúde piorou. A família, então, chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou para o Hospital e Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo. Lá, após exames de imagem, foi diagnosticada a leptospirose, com danos a órgãos como pulmões e fígado.
“Viram que o pulmão dele estava em sangramento hemorrágico. O homem ficou verde e amarelo, duas vezes”, relatou Francisco. Ele também contou que o médico que atendeu o filho no Hospital Platão Araújo informou que, se Amaral tivesse recebido o tratamento adequado mais cedo, ele poderia ter sobrevivido. “Ele ficou amarelinho, perdendo todo o sangue. O médico disse que, se tivesse chegado mais rápido, ele teria escapado, porque essa doença tem um remédio certo. Se não der o remédio certo, não combate a doença”, afirmou.
Ao ser questionado sobre onde Amaral poderia ter contraído a doença, Francisco das Chagas explicou que a família suspeita que ele tenha sido infectado após uma forte chuva que atingiu Manaus no último mês. O bairro onde Amaral morava, a Colônia Terra Nova, teve ruas completamente alagadas.
“Ele entrou na água para tirar as galinhas que ele tinha, pois a água estava invadindo a casa. Acreditamos que foi ali que ele pegou a doença”, explicou o pai, relatando que o igarapé da região transbordou durante o temporal.
O corpo do homem foi velado na manhã desta quarta-feira (2) e será sepultado às 13h no Cemitério Parque Manaus, localizado na Avenida do Turismo.
O g1 entrou em contato com o hospital particular que prestou o primeiro atendimento a Amaral Eufrásio, referente à denúncia de negligência médica feita pela família, e aguarda uma resposta.
Um homem, identificado como Amaral Eufrásio de Oliveira Neto, morreu por leptospirose em Manaus, na última segunda-feira (31). A informação foi confirmada pela família da vítima, que, em entrevista à Rede Amazônica, revelou suspeitar que ele tenha contraído a doença após uma forte chuva que provocou alagamentos na área onde ele morava, na Zona Norte da capital.
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Francisco das Chagas Oliveira, de 65 anos, pai de Amaral, relatou que estava em viagem quando o filho adoeceu. Ele lembra que, inicialmente, Amaral acreditava estar com uma virose e por isso procurou atendimento em um hospital particular.
“Dessa virose, ele foi para a Hapvida, que é particular. Chegando lá, contou todas as dores para o médico, mas o médico apenas receitou dipirona e não fez nenhum exame, como uma tomografia, por exemplo”, disse, demonstrando insatisfação com o que considera negligência médica.
O idoso relatou ainda que, após o atendimento inicial, Amaral voltou para casa e o estado de saúde piorou. A família, então, chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou para o Hospital e Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo. Lá, após exames de imagem, foi diagnosticada a leptospirose, com danos a órgãos como pulmões e fígado.
“Viram que o pulmão dele estava em sangramento hemorrágico. O homem ficou verde e amarelo, duas vezes”, relatou Francisco. Ele também contou que o médico que atendeu o filho no Hospital Platão Araújo informou que, se Amaral tivesse recebido o tratamento adequado mais cedo, ele poderia ter sobrevivido. “Ele ficou amarelinho, perdendo todo o sangue. O médico disse que, se tivesse chegado mais rápido, ele teria escapado, porque essa doença tem um remédio certo. Se não der o remédio certo, não combate a doença”, afirmou.
Ao ser questionado sobre onde Amaral poderia ter contraído a doença, Francisco das Chagas explicou que a família suspeita que ele tenha sido infectado após uma forte chuva que atingiu Manaus no último mês. O bairro onde Amaral morava, a Colônia Terra Nova, teve ruas completamente alagadas.
“Ele entrou na água para tirar as galinhas que ele tinha, pois a água estava invadindo a casa. Acreditamos que foi ali que ele pegou a doença”, explicou o pai, relatando que o igarapé da região transbordou durante o temporal.
O corpo do homem foi velado na manhã desta quarta-feira (2) e será sepultado às 13h no Cemitério Parque Manaus, localizado na Avenida do Turismo.
O g1 entrou em contato com o hospital particular que prestou o primeiro atendimento a Amaral Eufrásio, referente à denúncia de negligência médica feita pela família, e aguarda uma resposta.