
A Justiça do Trabalho determinou a volta da interdição das faixas de pedestres no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A decisão foi tomada após a desembargadora responsável pelo caso reconsiderar uma liminar que havia suspendido a medida.
A restrição, decretada em abril de 2024, atende a uma fiscalização do Ministério do Trabalho que identificou riscos à segurança dos trabalhadores na área.
A concessionária responsável por Congonhas, Bloco de Onze Aeroportos do Brasil S.A., tentou derrubar a interdição alegando que já havia adotado melhorias na sinalização e que a restrição gerava prejuízos operacionais e financeiros.
Inicialmente, um parecer técnico favorável permitiu a reabertura das faixas. No entanto, a desembargadora reviu a decisão ao entender que a empresa não comprovou ter cumprido todas as exigências de segurança feitas pela fiscalização.
Auditores do trabalho avaliaram que as medidas adotadas não eram suficientes para eliminar os riscos de acidentes. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região reforçou que a segurança dos funcionários deve ser prioridade, equilibrando interesses econômicos com a proteção dos trabalhadores.
Com a retomada da interdição, a Justiça negou recursos apresentados pela concessionária e incluiu sindicatos do setor no caso para acompanhar os próximos desdobramentos.