Planalto orientou Itamaraty a entrar em contato com governo paraguaio para evitar crise entre dois países. O presidente Lula quer evitar que o episódio envolvendo uma espionagem da Abin contra o Paraguai se transforme em uma crise diplomática com um país vizinho estratégico.
O Palácio do Planalto orientou o Itamaraty a procurar o governo do Paraguai para explicar a operação de espionagem feita pela Abin contra a Presidência do país vizinho.
As informações sobre o caso foram publicadas pelo portal UOL, e a TV Globo teve acesso a trechos do depoimento.
Segundo assessores, Lula quer deixar claro que a operação começou durante a gestão de Bolsonaro e foi cancelada no início do governo atual, enquanto ocorria a transição de poder da Abin.
Além disso, o Executivo quer deixar claro que nada foi utilizado para prejudicar o Paraguai nas negociações sobre o valor da energia excedente que o país vizinho vende para o Brasil.
Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem hacker de autoridades do país vizinho
Explicações
Depois de o caso vir à tona, o Paraguai pediu explicações do embaixador do país no Brasil e cobrou um posicionamento do embaixador brasileiro no Paraguai.
Segundo a equipe de Lula, a espionagem foi determinada no governo Bolsonaro e cancelada no dia 27 de março de 2023, assim que foi descoberta.O novo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Correa, só tomou posse no dia 29 de março.
Agora, o Paraguai quer saber se o Brasil utilizou informações obtidas ilegalmente para conseguir vantagens nas negociações fechadas já no governo Lula, que levaram a um preço mais baixo na energia comprada do Paraguai. O Brasil nega.
Atualmente, há uma negociação em curso sobre o valor da energia excedente. O último acordo vigorou até dezembro de 2024, mas o Paraguai pediu que fosse prorrogado até maio deste ano.
Agora, a renovação está em discussão, já que o país vizinho não quer uma redução de valor. A avaliação é de que a negociação pode ser prejudicada por causa das informações de espionagem.
Ainda de acordo com os assessores, a divulgação do caso irritou a equipe do presidente Lula. A Polícia Federal, inclusive, abriu uma investigação sobre o vazamento dessa informação, que consta no depoimento de um agente no inquérito sobre a Abin paralela.
Segundo a cúpula do governo, é mais um episódio da guerra entre a PF e Abin no governo Lula – dois órgãos que estão em confronto desde o início do mandato do petista.
O Palácio do Planalto orientou o Itamaraty a procurar o governo do Paraguai para explicar a operação de espionagem feita pela Abin contra a Presidência do país vizinho.
As informações sobre o caso foram publicadas pelo portal UOL, e a TV Globo teve acesso a trechos do depoimento.
Segundo assessores, Lula quer deixar claro que a operação começou durante a gestão de Bolsonaro e foi cancelada no início do governo atual, enquanto ocorria a transição de poder da Abin.
Além disso, o Executivo quer deixar claro que nada foi utilizado para prejudicar o Paraguai nas negociações sobre o valor da energia excedente que o país vizinho vende para o Brasil.
Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem hacker de autoridades do país vizinho
Explicações
Depois de o caso vir à tona, o Paraguai pediu explicações do embaixador do país no Brasil e cobrou um posicionamento do embaixador brasileiro no Paraguai.
Segundo a equipe de Lula, a espionagem foi determinada no governo Bolsonaro e cancelada no dia 27 de março de 2023, assim que foi descoberta.O novo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Correa, só tomou posse no dia 29 de março.
Agora, o Paraguai quer saber se o Brasil utilizou informações obtidas ilegalmente para conseguir vantagens nas negociações fechadas já no governo Lula, que levaram a um preço mais baixo na energia comprada do Paraguai. O Brasil nega.
Atualmente, há uma negociação em curso sobre o valor da energia excedente. O último acordo vigorou até dezembro de 2024, mas o Paraguai pediu que fosse prorrogado até maio deste ano.
Agora, a renovação está em discussão, já que o país vizinho não quer uma redução de valor. A avaliação é de que a negociação pode ser prejudicada por causa das informações de espionagem.
Ainda de acordo com os assessores, a divulgação do caso irritou a equipe do presidente Lula. A Polícia Federal, inclusive, abriu uma investigação sobre o vazamento dessa informação, que consta no depoimento de um agente no inquérito sobre a Abin paralela.
Segundo a cúpula do governo, é mais um episódio da guerra entre a PF e Abin no governo Lula – dois órgãos que estão em confronto desde o início do mandato do petista.