Cocaína em garrafa térmica e MEI para lavar dinheiro: como agia quadrilha alvo da PF que traficava para Europa e Dubai


Grupo seria responsável pela preparação, embalagem e envio das drogas. Cocaína em garrafa térmica e MEI para lavar dinheiro: como agia quadrilha alvo da PF que traficava para Europa e Dubai
Polícia Federal/Divulgação
A quadrilha suspeita de traficar cocaína para países da Europa e Dubai, alvo na manhã desta quarta-feira (2) da operação da White Coffee, da Polícia Federal, usava garrafas térmicas, apelidadas de ‘mamadeiras’, para despachar a substância sem serem notados por fiscais aduaneiros.
Ainda segundo a PF, os integrantes do grupo também abriam registros como Microempreendedores Individuais (MEIs) para lavar o dinheiro do tráfico, disfarçando a origem ilícita dos ganhos. As informações foram divulgadas pelo delegado Edson Geraldo de Souza.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, sendo dois contra investigados que estão presos desde o ano passado; três pessoas continuam foragidas. Todos foram expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal.
Polícia Federal de Campinas realiza operação contra tráfico de drogas
Além dos três detidos, outros dois alvos já tinham sido presos no ano passado. Até a manhã desta quarta, três suspeitos não tinham sido encontrados.
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Como a quadrilha agia
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos atuavam desde a manipulação química da droga, o que incluía fentanil, até a preparação do envio. As substâncias eram enviadas para países como:
Portugal
Inglaterra
Alemanha
Dinamarca
Dubai
Para despistar a fiscalização, os traficantes enviavam os entorpecentes em remessas expressas juntamente a outros objetos comuns.
Porções de cocaína embaladas por investigados
Polícia Federal/Divulgação
Um exemplo da prática foi flagrado em setembro de 2024, quando a Polícia Militar descobriu uma laboratório clandestino de drogas na Avenida Francisco Glicério, em Campinas.
Na ocasião, os agentes apreenderam um quilo de cocaína que seria enviada para a Itália dentro de garrafas térmicas. Dois homens foram presos.
Ainda segundo a PF, a quadrilha alvo da operação fazia o uso de uma empresa de fachada e demonstrava expertise na administração financeira do tráfico.
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Como as investigações começaram
A organização criminosa passou a ser investigada após a descoberta do laboratório clandestino, onde foram encontradas anotações sobre o esquema em folhas do papel.
Com esse material e por meio da análise de dados telefônicos, financeiros e bancários, a PF descobriu a existência de um grupo sofisticado voltado à preparação, embalagem e envio das drogas.
Crimes investigados
Os crimes sob apuração são:
tráfico internacional de drogas;
associação para o tráfico;
lavagem de dinheiro.
Somadas, as penas chegam a 40 anos, segundo a PF. Além dos mandados de prisões e buscas, foi decretado o bloqueio de bens e valores que vierem a ser encontrados.
A operação leva o nome de White Coffee (do inglês, café branco), em referência ao termo ‘café’, que era usado pelos investigados para se referirem à cocaína.
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