
Jefferson Dias, de 43 anos, passava de carro quando presenciou o assalto a uma mulher e jogou o carro contra o ladrão, que estava em uma moto. Arquiteto morto ao atropelar ladrão em tentativa de roubo no Butantã era recém-casado
O arquiteto de 43 anos morto durante uma tentativa de assalto no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, tinha se casado recentemente e planejava ter filhos. Jefferson Dias foi baleado ao tentar evitar a fuga de um ladrão que, momentos antes, tinha roubado o celular e a aliança de uma mulher.
Muito comovida e com os olhos marejados, a irmã dele, Jaqueline Dias, contou, em entrevista à TV Globo, que o arquiteto era muito presente e próximo da família.
“Ele era uma pessoa de coração muito bom. Ajudava todo mundo, a família toda, estava sempre presente, sempre junto”, disse. Ela lamentou ainda a interrupção do sonho do irmão de formar uma família.
Ele tinha se casado recentemente. Então, era um desejo deles de ter uma família e ter filhos e, infelizmente, [isso] foi interrompido. Vai faltar ele em todos os almoços aqui em casa, vai faltar ele mandando mensagem. Vai ser horrível, vai faltar um pedaço gigante.
Arquiteto tentou evitar assalto
Jefferson passava de carro com um amigo pela Rua Desembargador Armando Fairbanks quando presenciou o assalto a uma mulher por um criminoso em uma motociclista.
Câmeras de segurança registraram quando o motociclista subiu na calçada e desacelerou quando voltou para a rua. Neste momento, o arquiteto jogou o carro em direção à moto, atingindo o ladrão.
O motociclista caiu, mas logo se levantou, foi em direção a Jefferson e fez os disparos. O arquiteto caiu no chão. O amigo que estava no banco do carona conseguiu correr. O criminoso largou a moto, que, segundo a polícia, era roubada, e fugiu a pé.
A mulher vítima do assalto não se feriu. Uma equipe do Samu socorreu o arquiteto e o levou para o Hospital Universitário, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Arquiteto Jefferson Dias foi morto após ser baleado durante tentativa de roubo no Butantã
Reprodução
Estatísticas criminais
A morte do arquiteto se soma as estatísticas de latrocínios — quando um roubo termina em morte. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no primeiro bimestre deste ano, foram registrrados 9 casos na cidade de São Paulo.
Em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 12 latrocínios, houve uma redução de 25%.
Já os homícios dolosos (quando há intenção de matar) cresceram 16% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2025, foram registrados 94 casos, com um total de 95 vítimas. No mesmo período de 2024, foram 81 casos e 85 vítimas.
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