
Márcia Monteiro de Almeida está internada na UTI em estado grave desde domingo (23), em Rio Branco. Iranilson de Almeida alegou que não tinha a intenção de atirar na tia e que foi acidental. Suspeito foi solto durante audiência de custódia. Márcia Monteiro de Almeida está internada na UTI em estado grave
Reprodução
Antes de atirar no rosto da tia, Iranilson Monteiro de Almeida, de 40 anos, teve uma breve discussão com a vítima sobre a documentação de uma casa que comprou da avó. Márcia Monteiro de Almeida, de 46 anos, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco em recuperação. O estado dela ainda é grave.
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O crime ocorreu na noite de domingo (23) na Rua Juricaba, no bairro João Paulo II, região da Baixada da Sobral, na capital acreana. Iranilson foi preso em flagrante, levado para a Delegacia de Flagrantes (Defla) e indiciado por tentativa de homicídio. O tiro atingiu o olho esquerdo e a bala saiu na lateral direita da cabeça de Márcia.
Em depoimento, o suspeito contou que estava na casa da tia desde o meio-dia consumindo bebidas alcóolicas. Iranilson, que trabalha como técnico em telecomunicação, afirmou que tem um bom relacionamento com a tia e não se recorda do momento em que atirou nela.
“Em determinado momento relata que tiveram uma discussão a respeito de uma documentação de uma casa que o interrogado comprou de sua avó. A discussão demorou no máximo cinco minutos, mas ressalta que foi uma discussão leve, ou seja, sem ofensas e nada de inimizade. Não lembra se o momento do disparo foi durante a discussão ou depois, mas acredita que, talvez, possa ter sido durante a discussão porque não se recorda com exatidão porque estaria muito embriagado”, diz parte do depoimento.
A arma usada no crime pertence ao suspeito, conforme a polícia, contudo ele não tem porte de arma. Ele afirmou que, durante à tarde, foi até a residência em que vive com a mulher e os filhos, pegou a arma e voltou para a casa da tia.
“Não buscou a arma de fogo com a intenção de realizar nenhum crime, até porque até aquele momento não teve discussão. Acredita que buscou a arma apenas para se exibir; que, quando retomou para a casa de Márcia, continuaram a beber cerveja e em determinado momento efetuou um disparo com a pistola calibre .380 no quintal”, aponta.
Tiro acidental
Ainda segundo o processo da Justiça, o técnico em telecomunicação alegou que não tinha a intenção de atirar na tia, mas acredita que esqueceu de tirar a munição da câmara da arma e que esse descuido resultou no disparo.
“Foi acidental porque não tinha a intenção de disparar contra a sua tia. Afirma que não apontou a arma para sua tia e acredita que durante o manuseio disparou acidentalmente. Tem um bom relacionamento com sua tia Márcia”, diz o depoimento.
Após o disparo, Iranilson disse que ficou muito assustado, deixou a arma no chão e foi para casa. A polícia foi até a residência, que fica próxima do local do crime, e foi recebida pela esposa do suspeito. A mulher confirmou que o marido estava em casa e autorizou a entrada da equipe.
O suspeito foi encontrado deitado no chão da parte de trás da casa e não resistiu à prisão. Iranilson passou por audiência de custódia na segunda-feira (24) e liberado para responder o processo em casa. Contudo, ele precisa cumprir as seguintes medidas cautelares.
Monitoramento eletrônico
Proibição de contato com a vítima e familiares próximos
Proibição de usar arma de fogo
Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga
Informar a UMEP os horários de trabalho
Na decisão, o juiz Robson Ribeiro Aleixo destacou que o suspeito possui bons antecedentes criminais, os filhos dependem dele para ir à escola, tem residência fixa e concedeu a liberdade.
“Entendo que não estão presentes os requisitos para decretação da preventiva, que trata-se de situação extremamente grave, mas os fatos carecem de maiores esclarecimentos, para saber o que aconteceu e para que haja imputação legitima ao acusado, a gravidade em si da situação não é suficiente para decretação da prisão. Entendo que as medidas cautelares são suficientes para o caso, concedo a liberdade provisória com a aplicação das medidas cautelares”, argumentou o magistrado.
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