
Em abril de 2025, os Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil deverão se adequar a novas diretrizes fiscais introduzidas pela Receita Federal. O objetivo dessas mudanças é melhorar o controle tributário e assegurar que os MEIs cumpram suas obrigações fiscais de maneira mais eficaz. Entre as principais alterações está a obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e).
Essas atualizações têm como meta distinguir as operações dos MEIs das de outras empresas, promovendo uma modernização no processo de emissão de notas fiscais. A intenção é facilitar a vida dos empreendedores e aumentar a eficiência do sistema tributário brasileiro.
Principais mudanças para os MEIs
Uma das mudanças mais significativas é a exigência de um Código de Regime Tributário (CRT) específico para MEIs. A partir de abril, ao emitir notas fiscais, os MEIs deverão adotar o CRT “4 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual – MEI”.
Além disso, o termo “denegação” será substituído por “rejeição” em casos de erros na emissão de notas fiscais, permitindo que as correções sejam feitas de forma mais rápida. Os Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOPs) também foram atualizados para refletir melhor as operações comerciais dos MEIs.

Novos códigos fiscais de operações
Os novos CFOPs que os MEIs deverão utilizar incluem:
- 1.202: Devolução de venda de mercadoria;
- 1.904: Retorno de remessa para venda fora do estabelecimento;
- 2.202: Devolução de venda de mercadoria (interestadual);
- 2.904: Retorno de remessa (interestadual);
- 5.102: Venda de mercadoria adquirida;
- 5.202: Devolução de compra para comercialização;
- 5.904: Remessa para venda fora do estabelecimento;
- 6.102: Venda de mercadoria adquirida (interestadual);
- 6.202: Devolução de compra para comercialização (interestadual);
- 6.904: Remessa para venda fora do estabelecimento (interestadual).
Impactos em outras áreas
Além das operações internas, novos códigos foram definidos para operações de comércio exterior, ativo imobilizado e ISSQN. Esses códigos incluem uma variedade de números que cobrem diferentes tipos de transações, refletindo o esforço do governo em modernizar o sistema tributário.
Essas mudanças são parte de um esforço contínuo para tornar o sistema tributário mais eficiente e adaptado às necessidades dos microempreendedores. Com essas novas regras, espera-se que os MEIs tenham mais clareza e facilidade na gestão de suas obrigações fiscais, contribuindo para um ambiente de negócios mais transparente e organizado.
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