
No ambiente tecnológico atual, os smartwatches emergiram como dispositivos populares devido à sua capacidade de monitorar uma variedade de biomarcadores. Esses dispositivos portáteis, que vão além da função de mostrar horas, estão agora sendo usados para acompanhar desde a frequência cardíaca até o número de passos dados ao longo do dia. A popularidade deles levanta questões sobre a precisão de suas medições.
O crescimento dos smartwatches na sociedade moderna
Os relógios inteligentes contam com tecnologias como acelerômetros para calcular passos, além de sensores mais complexos para monitorar dados como pressão arterial e níveis de oxigênio no sangue. Essas medições são possíveis graças a tecnologias como a fotopletismografia, que utiliza luz para avaliar mudanças no volume sanguíneo dos vasos. No entanto, a confiabilidade desses sistemas ainda é debatida e objeto de estudos acadêmicos contínuos.

Quão precisos são os smartwatches?
A precisão dos smartwatches é um tema central nas pesquisas sobre essas tecnologias. Por exemplo, ao medir o VO2 máximo — um indicador da eficiência do consumo de oxigênio do corpo — os smartwatches usam dados como frequência cardíaca e GPS combinados com tecnologias de aprendizado de máquina para estimar valores que seriam tradicionalmente obtidos em laboratórios. Pesquisas indicam que esses dispositivos podem ter uma margem de erro significativa, que varia de 5% a 13%.
Além disso, a avaliação de outros dados, como a qualidade do sono e as calorias queimadas durante atividades físicas, é notoriamente imperfeita. A precisão para monitorar o sono é baixa devido à complexidade dos sinais que devem ser interpretados. Da mesma forma, a estimativa de gasto calórico por meio de métodos indiretos pode resultar em desvios notáveis de precisão.
Motivação para um estilo de vida ativo
Embora existam limitações nas medições, os smartwatches desempenham um papel importante na motivação das pessoas para adotarem hábitos saudáveis. Estudos demonstram que o uso desses dispositivos está associado a um aumento na atividade física diária, incentivando os usuários a serem mais conscientes sobre seus níveis de atividade.
Por outro lado, a continuidade no uso desses dispositivos depende fortemente da confiança dos usuários nos dados providos. Quando as pessoas percebem que as informações são imprecisas, a tendência é abandonar o acessório. Portanto, a precisão é um fator crucial para a aderência contínua e eficácia no encorajamento à atividade física.

Como os algoritmos dos smartwatches podem melhorar?
A evolução da precisão dos smartwatches depende de dois fatores principais: a tecnologia de detecção e os algoritmos que processam os dados coletados. Apesar de as bases tecnológicas dos sensores não estarem suscetíveis a grandes mudanças a curto prazo, os algoritmos tendem a se aprimorar conforme os conjuntos de dados aumentam.
Com o avanço do aprendizado de máquina e o aumento do uso global dos smartwatches, as empresas de tecnologia têm a oportunidade de refinar seus algoritmos. Portanto, enquanto a tecnologia de detecção permanece essencialmente constante, um futuro mais preciso e confiável é possível com a melhoria contínua dos algoritmos de processamento.
O futuro dos smartwatches no monitoramento de saúde
Em 2024, já existem aproximadamente 225 milhões de usuários de smartwatches no mundo. Essa tendência crescente sublinha a importância de abordar os desafios atuais em torno da precisão e da confiabilidade desses dispositivos. Conforme as tecnologias e metodologias evoluem, os smartwatches têm o potencial de se tornarem ferramentas ainda mais integradas e úteis na gestão da saúde pessoal.
No cenário de saúde conectado atual, os smartwatches já têm um impacto significativo na promoção de estilos de vida saudáveis e no aumento da consciência sobre o bem-estar individual. Com melhorias contínuas, espera-se que eles se tornem componentes ainda mais cruciais na saúde digital.
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