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A startup brasileira Stay está trazendo ao mercado local um modelo de previdência empresarial inspirado no modelo norte-americano, com o objetivo de ampliar o acesso à previdência privada e oferecer uma alternativa inovadora para empresas que buscam atrair e reter talentos.
Co-fundada pelo empreendedor taiwanês Tsai Chi-Yu, de 34 anos, a empresa captou US$ 3 milhões no último ano e planeja dobrar sua equipe em 2025. A rodada de investimento contou com a liderança da MAYA Capital e Better Tomorrow Ventures, além da participação de 17Sigma, Grão, Ralicap e o fundo scout da Sequoia. Investidores de destaque, como Aaron Schumm, fundador da Vestwell, e Roger Lee, da Human Interest, também apoiam a iniciativa.
Com uma plataforma 100% digital e customizável, a Stay busca atender um mercado onde mais de 90% dos brasileiros ainda não possuem previdência privada. A empresa oferece soluções voltadas à segurança financeira dos colaboradores e à redução da rotatividade de funcionários, se posicionando como uma alternativa para empresas que desejam estruturar pacotes de benefícios mais competitivos. “A ideia é democratizar o acesso à previdência privada, já que menos de 10% dos brasileiros possuem esse tipo de plano, e 100% da população quer estabilidade financeira. Nós investimos na educação financeira e atuamos de maneira personalizada para atender a necessidade de cada pessoa”, afirma Tsai Chi-Yu.
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A proposta de previdência corporativa da Stay segue o modelo de empresas como Vestwell e Human Interest nos Estados Unidos, que se destacam por tornar os planos de aposentadoria mais acessíveis e flexíveis. No Brasil, a startup já atende clientes como Cescon Barrieu, Leve Saúde e Mölnlycke, ampliando sua presença no mercado de benefícios corporativos.
A operação da empresa tem parceria com a seguradora Zurich, agregando segurança à oferta de serviços. A expansão prevista para 2025 também inclui um aumento de até dez vezes no número de clientes, consolidando a Stay como um dos principais players do setor.
Tsai Chi-Yu acumula experiência no mercado de tecnologia e finanças, com passagens por empresas como Morgan Stanley, 99 e Uber, onde participou da expansão da operação no Brasil. Fluente em português, ele afirma que o país apresenta um grande potencial no setor de previdência privada, com espaço para inovações que atendam tanto empresas quanto trabalhadores. A startup aposta na digitalização e na personalização de serviços para impulsionar o acesso à previdência privada, um segmento que ainda possui grande potencial de crescimento no Brasil.
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