Dólar inicia pregão em dia marcado por Caged e números da Petrobras e da Nvidia


No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,01%, cotada a R$ 5,7547. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,46%, aos 125.980 pontos. Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters
O dólar abriu o pregão desta quarta-feira (26), com investidores na expectativa por números que serão divulgados apenas mais tarde. No cenário econômico, destaque para os dados do Caged. Já no noticiário corporativo, as atenções ficam com os resultados corporativos da Petrobras, no Brasil, e da fabricante de chips Nvidia, nos Estados Unidos.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
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Dólar
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No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,01%%, cotada a R$ 5,7547.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,42% na semana;
recuo de 1,41% no mês; e
perdas de 6,88% no ano.

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Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice teve alta de 0,46%, aos 125.980 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou:
queda de 0,90% na semana;
perdas de 0,12% no mês;
alta de 4,74% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
As preocupações com a inflação e com o quadro fiscal brasileiro ficaram na mira do mercado nesta terça-feira (25).
Segundo o IBGE, o IPCA-15 registrou um aumento de 1,23% dos preços em fevereiro. Apesar de o índice ter vindo abaixo do esperado pelo mercado (1,34%), o número ainda representa uma forte aceleração em relação a janeiro (0,11%).
Além disso, com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular uma alta de 4,96% em 12 meses, bem acima da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% e tem um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
De acordo com a economista-chefe da B.Side investimentos, Helena Veronese, o resultado mostra uma pressão de fatores sazonais já esperados pelo mercado, mas ainda indica uma continuidade no ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) do país.
“O que o dado nos mostra é que 15% parece de fato um valor razoável para a Selic de fim do ciclo. Além disso, se os movimentos de queda de alimentos continuarem e se não houver grandes preocupações adicionais com o fiscal, é possível que em algum momento do segundo semestre já se comece a discutir o início dos cortes na taxa de juros”, afirmou a economista em nota oficial.
Com isso, também seguem no radar as falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações com as contas públicas.
Na véspera, Lula trouxe algumas medidas na tentativa de aumentar a popularidade do governo. Além de medidas do programa Pé-de-Meia e do Farmácia Popular, um novo anúncio sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviços (FGTS) também é esperado para amanhã.
Lula também falou, recentemente, sobre sua intenção de baixar o preço dos alimentos e sobre enxergar um crescimento melhor do que o esperado para a economia.
Já o Haddad afirmou, na véspera, que “não existe um ajuste fiscal possível” caso a economia não cresça, destacando que os desafios fiscais e a necessidade de investimentos públicos não serão resolvidos apenas com o arcabouço fiscal.
Haddad também afirmou ser “politicamente difícil” corrigir desequilíbrios fiscais, reforçando que a determinação do presidente Lula é que a equipe econômica encontre o equilíbrio das contas públicas sem penalizar a população mais pobre.
Cenário internacional
No exterior, investidores seguiram atentos aos eventuais desdobramentos das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Isso porque há temores de que as taxas acabem pressionando um aumento de preços no país e dificultem novos cortes de juros por parte do Fed.
Nesta terça-feira (25), o deputado Frank Lucas, chefe de um novo painel do Congresso norte-americano que está se preparando para fortalecer a supervisão do BC dos EUA pelo Capitólio, disse à Reuters que planeja uma ampla revisão de como a instituição toma suas decisões sobre juros, incluindo se o controle da inflação do país deve ser priorizado em relação à proteção do emprego.
Segundo a Reuters, uma série de audiências serão feitas nos próximos meses para discutir o tema.
Por fim, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessenti, afirmou nesta terça-feira que a volatilidade das taxas de juros, a inflação estável e a dependência do setor público para o crescimetno de empregos prejudicaram a economia do país.
“A dependência excessiva do governo anterior de gastos governamentais excessivos e regulamentações autoritárias nos deixaram com uma economia que pode ter exibido métricas razoáveis, mas que, no final das contas, era frágil”, afirmou.
Bessent também indicou que Trump trabalha para reforçar a contribuição do setor privado na criação de empregos, em parte cortando regulamentações, estendendo cortes de impostos e reequilibrando a economia norte-americana.
“O setor privado está em recessão. […] Nosso objetivo é reprivatizar a economia”, completou.
*Com informações da agência de notícias Reuters

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